segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Bela-flor". Flor brotou... Renasci!

                                                                Deixe-me curar do meu proprio mal, deixe-me ver com os olhos da alma...



Meu corpo anda demasiadamente ensopado de sal. E como pode? Tudo começou ontem, ou antes de ontem... Ou será que começou no momento em que nasci? A explicação é simples: não lembro! Mas ultimamente alem do sal que me tempera eu tenho visto flores azuis florir, parece que a primavera chegou! Mas o sol tem desaparecido muito e o céu anda sempre cinza. O mar parou de ter cheiro, as vezes sento lá na pedra e deixo a água molhar meus pés e depois recolher-se, fico esperando a maresia mas não consigo senti-la .  Mas isso não incomoda tanto quanto o que me ocorreu semana passada, o sol resolveu aparecer e apressei-me em ficar ali dourando minha pele, mas mesmo com o sol minha pele e alma não aqueciam. Devo ter perdido a sensibilidade da pele nestes dias tão sombrios. Talvez eu tenha sido envenenada nesses tempos difíceis, mas quem faria isso comigo? Eu sei, talvez tenha sido eu. “Perdão!”, sussurro baixinho, mas eu sei que ainda não ate porque eu já desaprendi a perdoar. Veneno demais entende? E foi eu quem me deixei levar entre esta podre ilusão de vida e eu sabia do veneno que tinha e mesmo assim fui caminhando neste abismo sombrio, fui integrando-me nas garras peçonhentas disto que chamo de sociedade. Odeio a mim por isso, e odiar nada mais é do que o reflexo das minhas veias ensopadas de veneno. Pode ser que eu tenha achado a cura! Mas primeiro tive que olhar dentro de mim para descobrir e depois tive que olhar ao meu redor. Sabe o que encontrei? Uma flor azul! Eu quis arrancá-la de lá e quase o fiz, mas eu sei que estou doente e egoísmo faz parte do veneno.  Afastei-me em desespero da flor e peguei uma caneta...

Tem uma flor que nasceu no parapeito da minha janela, pensei em arrancá-la para te entregar, mas sei que não posso e nem consigo. Não me cabe arrancar dali o motivo do brilho em meus olhos então presentear-te-ei com a minha alegria e os meus sorrisos. Deixo a flor lá, juro que cuido!

O bilhete foi pra mim mesmo, tenho tentado melhorar, arrancá-la de lá pra que? Se essa manhã acordei com vontade de sorrir? E foi por causa da flor. Eu poderia te-la em minhas mãos, mas ela morreria entre meus dedos. Parece que não, mas eu sei que logo estarei contando para a flor azul como é bom dourar a pele, molhar os pés sentindo a maresia, ter a pele e o sorriso doce, ter a alma bonita... Bonita como a flor!

3 comentários:

Simone Lima disse...

Hei Jéssica, vou ficando por aqui também!!^^
Gostei do que escreves.

Beijoo'o

k. sαmαnthα disse...

Alguns coisas tem o dom de nos fazerem felizes assim, quietinhas, na delas.
E se vc arranca-la com certeza irá perder o brilho dela. rs

Adorei o texto. ;]
http://changesl.blogspot.com/ -

Marília Felix disse...

Tem gente que é como beija-flor!
Gente que tem cheiro de flor!
Flor que nasce como a gente!
Que floresce em nossa mente!

Um beijo, linda!