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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A raiva atropelou...

Os dedos vacilam em tremores, o coração palpita sem ritmo, os olhos cerrados olham um ponto fixo e a voz impõe o que o outro duvida. A raiva consome em devaneios palavras sem melodia em um tom acima do usual. Já no espelho a imagem da lembrança tantas palavras ensaiadas, então digo "Olá" no casual disfarce e você diz "E aí" sem ciladas, eu até já sei que o silêncio não fracassa, impede. Remeto-me ao texto que criei hoje vacilante sobre seus erros, as sílabas desconexas tomam forma e digo teus defeitos, somando os teus anseios. A raiva atropelou o meu amor e pensei que morrer ele iria. É fim de noite quase dia e você me vem sorrindo à toa dizendo:"Ô minha menina, fica tranquila". Diz até lembrar de uma canção que me leva até você, e sorri-me fácil contente em me ouvir. Nem raiva, nem fim, meu amor levanta do atropelo, sacode-se sem lamento e veja só sorri ingrato acolhido por um encanto que nasce quando um sorriso teu muda o rumo do relógio e para o tempo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um bilhete

Sentei em minha mesa ao cair da noite, peguei o papel e caneta. O plano era escrever um poema, ou um conto, talvez uma história ou uma frase, mas o que eu queria era que dessas minhas palavras você pudesse voltar a acreditar em alguma coisa, mas tinha que ser em uma coisa bonita, algo que quando você quisesse chorar você se lembrasse e então não quisesse chorar mais. Algo que tirasse do teu coração todas essas marcas, essas feridas em aberto esses poços sem fim que você afirmou ter. Pensei que talvez eu fosse falhar, porque as palavras passavam pela minha mente e eu não conseguia organizá-las, um fragmento que dizia: " Ao entardecer, quando o sol quase se despedia...", mas logo risquei o início do conto, não era isso, tinha que ser algo mais forte, deveria ser um motivo, uma luz. Recomecei e recomecei várias vezes contos, poemas, cartas... Meu coração batendo inquieto e eu quase me imaginei enfiando o dedo na garganta para ver se as palavras de alguma forma saiam certas, mas tudo em vão. Levantei e fui dormir um pouco frustrada pela minha falha, justo quando eu mais precisava e queria as palavras fugiam de mim. Quando acordei fui direto para a mesa já com a caneta e o papel sabendo exatamente o que escrever, afinal eu deveria fazer você acreditar em algo bom e comecei: 

              Sabe meu amor, fiquei a noite inteira pensando em lhe escrever uma porção de palavras para que você tivesse força outra vez, mas deixa isso pra lá. Lembre-se que te amo e que isso seja suficiente para lhe dar esperança, assim como teu amor me deu.
 Por: Tua menina

sábado, 16 de abril de 2011

Amo-te agora e sempre agora

Vamos meu amor e sorria que o dia já nasceu, olha só é o sol iluminando nosso amor. Vem meu amor e sorria que eu ouvi o canto do pássaro lá fora, vem e esquece o tempo. Vamos logo pega teu violão e canta uma bela canção  que hoje o dia é nosso e eu quero rodar, andar e correr ao teu lado. Me abrace que nosso tempo é eternizado no agora, sempre só agora e não se esqueça meu bem nunca, nunca de sorrir. Enquanto você toca eu canto e depois a gente vai, sem pressa e só por ir, e eu vou feliz sem preocupação sem temor, se a gente cansar a gente dormi e no mais estaremos na estrada juntos. E é só ver teu sorriso que eu até acho graça, um jeito tão nosso e só nosso de encontrar a felicidade. E eu sei meu bem que enquanto estivermos caminhando na mesma estrada tudo ficará bem, e a noite caiu meu anjo, e a estrada é longa então deite aí do meu lado enquanto digo vagamente que nós continuaremos sempre a cantar porque o nosso tempo é o agora e adivinha só? É sempre no agora e só agora que eu gosto cada vez mais e mais de lhe ver sorrir então vem, que o mundo é inteiramente nosso e só nosso é só a gente querer.