Eu não sabia onde queria chegar, não precisamente. Então não venha sussurrar em meus ouvidos o quanto estou perdida, não sei exatamente aonde chegar, eu só sei que quero ir. Quer me seguir? Então se apresse. Eu já disse tantas vezes. Eu vou com ou sem você. Vou sozinha com mil de mim mesma. Vou aos cacos. Vou sorrindo. Vou salgando a face. Meu bem, o que dizer além de que vou? Porque absolutamente, eu vou!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Feliz dia dos finados...
Ora feliz dia dos finados a você que ainda está deitado embora precisasse estar em pé. Ela não sabe como se levantar, já é sol de novo e por mais que o galo cante nada vai mudar. Ela tinha muitos sonhos coloridos, mas agora é tudo muito sombrio, sonhos escuros demais, ela azedou, foi isso. E ele? Ele era assim de planejar todo o dia, e todo o mês e todo o ano, mas hoje é o dia dele também, eu escuto o despertador daqui. Tudo desperta, ele não, morreu dentro de si! E a menina da blusa amarela? Morreu mês passado, eu estava andando lentamente entre a neblina e quando a percebi já não vivia mais disseram baixinho em meu ouvido que ela morreu depois que seu amor partiu. Tenho pena, mas foi ela quem se deixou morrer lentamente cada gota de sangue um gemido de prazer. Olha lá o menino que resolveu falecer no banheiro! Juro que se pego o levo pro inferno, a mãe ta chorando na porta e o irmão já foi dormir com os anjos antes de nascer. O menino do banheiro ainda tem agulhas nas mãos e a mãe chora sal pra arder às feridas da face que o menino lhe deu, antes de morrer era doce e só encostava na face da mãe pra lhe dar uma beijo doce. Eu não gosto de reparar quem já morreu, mas eles já não sabem disfarçar, choram sangue sem nem perceber. Eu sinto muito por eles, mas nem posso chorar. Eles sim podem e choram muitas vezes, eu fico sempre a observar. Eles possuem um corpo que vive, mas as almas deles já morreram. E quanto a mim? Bem, meu corpo já apodreceu, mas minha alma ainda vive! Vou receber visitas neste dia. Acho que eu deveria ganhar um presente hoje, além de flores é claro.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A chuva ainda cai, a distancia ainda aumenta.
Preciso que você entenda que a noite já caiu há algum tempo, assim como ontem e na semana anterior. Nesta noite assim como nos dias passados você não estava aqui, mas não posso culpá-lo, afinal quando o sol nasceu eu também não estava contigo. Entende que sou adaptável? Você precisa aprender que se você sumir assim sinto dor, mas meu corpo sabe como ser inerte tão bem quanto a chuva sabe escorrer. Estamos sem tempo para nós não é mesmo? Não estou triste, estou cansada. Não sei como correr contra o tempo tão exausta assim, correr me desgastaria demais, mas eu sei que preciso. Você está saindo! Esses tempos me assustam. Por isso vou apagar a luz e esquecer-te por hoje, será que amanhã ainda lembro? Não sei se é o escuro, mas agora eu sinto medo.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
"Bela-flor". Flor brotou... Renasci!
Deixe-me curar do meu proprio mal, deixe-me ver com os olhos da alma...
Meu corpo anda demasiadamente ensopado de sal. E como pode? Tudo começou ontem, ou antes de ontem... Ou será que começou no momento em que nasci? A explicação é simples: não lembro! Mas ultimamente alem do sal que me tempera eu tenho visto flores azuis florir, parece que a primavera chegou! Mas o sol tem desaparecido muito e o céu anda sempre cinza. O mar parou de ter cheiro, as vezes sento lá na pedra e deixo a água molhar meus pés e depois recolher-se, fico esperando a maresia mas não consigo senti-la . Mas isso não incomoda tanto quanto o que me ocorreu semana passada, o sol resolveu aparecer e apressei-me em ficar ali dourando minha pele, mas mesmo com o sol minha pele e alma não aqueciam. Devo ter perdido a sensibilidade da pele nestes dias tão sombrios. Talvez eu tenha sido envenenada nesses tempos difíceis, mas quem faria isso comigo? Eu sei, talvez tenha sido eu. “Perdão!”, sussurro baixinho, mas eu sei que ainda não ate porque eu já desaprendi a perdoar. Veneno demais entende? E foi eu quem me deixei levar entre esta podre ilusão de vida e eu sabia do veneno que tinha e mesmo assim fui caminhando neste abismo sombrio, fui integrando-me nas garras peçonhentas disto que chamo de sociedade. Odeio a mim por isso, e odiar nada mais é do que o reflexo das minhas veias ensopadas de veneno. Pode ser que eu tenha achado a cura! Mas primeiro tive que olhar dentro de mim para descobrir e depois tive que olhar ao meu redor. Sabe o que encontrei? Uma flor azul! Eu quis arrancá-la de lá e quase o fiz, mas eu sei que estou doente e egoísmo faz parte do veneno. Afastei-me em desespero da flor e peguei uma caneta...
“Tem uma flor que nasceu no parapeito da minha janela, pensei em arrancá-la para te entregar, mas sei que não posso e nem consigo. Não me cabe arrancar dali o motivo do brilho em meus olhos então presentear-te-ei com a minha alegria e os meus sorrisos. Deixo a flor lá, juro que cuido!”
O bilhete foi pra mim mesmo, tenho tentado melhorar, arrancá-la de lá pra que? Se essa manhã acordei com vontade de sorrir? E foi por causa da flor. Eu poderia te-la em minhas mãos, mas ela morreria entre meus dedos. Parece que não, mas eu sei que logo estarei contando para a flor azul como é bom dourar a pele, molhar os pés sentindo a maresia, ter a pele e o sorriso doce, ter a alma bonita... Bonita como a flor!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Tenho que confessar
Eu não vou pegar o cigarro hoje porque você não estaria aqui para implicar com a fumaça que eu jogaria em sua face e nem para reclamar do gosto que você diz detestar e ainda assim me foge o controle e me vem você roubando um beijo demorado. Já te disse ontem que tenho medo dos meus olhos ficarem cegos como os teus? Pois digo agora: tenho. E’ que a paixão e’ maluca meu bem, enxergo todos os teus defeitos e ainda assim não desejo refugiar-me em outro canto que não ao teu lado. Eu poderia ir se quisesse, se me fosse mais conveniente ou se a lua fosse mais bonita em outro lugar. Eu poderia andar léguas e sorrir milhares de vezes sem estar ao seu lado, poderia observar a aurora sentada sozinha e achar o momento perfeito, poderia ate’ mesmo engolir toda a solidão que insisto em alimentar. Eu poderia sim partir sem olhar para trás, poderia sim se você não tivesse aberto caminhos por entre minhas feridas e aconchegado-me ao lado dos teus sonhos, poderia sim se você não tivesse visto em mim as maravilhas que nem eu olhando a mim mesma consigo enxergar, porque o meu interior e’ nublado e vive chovendo por aqui, obrigado por ter trazido o sol. E por me fazer querer ser chuva, ser gota, arco-iris e oceano.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Pelos olhos fechados*
As crianças se perderam no bosque
E mesmo com sol faz frio
Ate' a flor chorou madrugada de hoje
Quando eu a esqueci pousada na pedra do rio
E as folhas sorriram ao fazerem sorrir
Mesmo quando não havia mundo
Nem céu nem mar levaram-me para passear
Ate que chovia menos, pior era a vontade de partir
E tem o pior de não saber pra onde ir
E ir pra que?
Se antes, muito antes eu passeava por aqui
Triste e’ não ter o que esperar
E felicidade não se resume em saber o que se quer
A lágrima da flor me tocou
E acho que foi de tanto esperar
Que o tempo já não quer passar
A volta tarda e a vida o vento já levou
Ficou difícil entender o giro de quem canta
E’ mão com mão na cantiga do meu sonho
Mas já descobri que meu sonho e’ mudo
São só crianças com medo do mundo
Brincando de sorrir nesse giro maluco
E mesmo com sol faz frio
Ate' a flor chorou madrugada de hoje
Quando eu a esqueci pousada na pedra do rio
E as folhas sorriram ao fazerem sorrir
Mesmo quando não havia mundo
Nem céu nem mar levaram-me para passear
Ate que chovia menos, pior era a vontade de partir
E tem o pior de não saber pra onde ir
E ir pra que?
Se antes, muito antes eu passeava por aqui
Triste e’ não ter o que esperar
E felicidade não se resume em saber o que se quer
A lágrima da flor me tocou
E acho que foi de tanto esperar
Que o tempo já não quer passar
A volta tarda e a vida o vento já levou
Ficou difícil entender o giro de quem canta
E’ mão com mão na cantiga do meu sonho
Mas já descobri que meu sonho e’ mudo
São só crianças com medo do mundo
Brincando de sorrir nesse giro maluco
Assinar:
Postagens (Atom)

